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Agentes de codificação e o ciclo agentivo

Prioridade Alta 16 min de leitura Status: Não visto Lido Praticado Dominado

Do zero

Um assistente de IA comum é como um consultor ao telefone: você descreve o problema, ele sugere um trecho de código e você copia, cola, testa e volta para contar o erro. Um agente de codificação é como um colega sentado ao seu lado com acesso ao computador: ele mesmo abre os arquivos, procura onde está o problema, altera o código, roda os testes e, se algo falhar, lê o erro e tenta de novo, até terminar ou precisar da sua decisão.

Por baixo, o agente é um modelo de linguagem num laço (loop), cercado por um programa (o harness) que oferece ferramentas: ler e editar arquivos, buscar no código, executar comandos no terminal. O modelo decide o próximo passo; o programa executa, sob as permissões que você definiu, e devolve o resultado ao modelo.

O edital descreve esse laço em quatro movimentos, o ciclo agentivo:

  1. Descobrir e coletar contexto: entender o projeto antes de mexer.
  2. Planejar e decidir: quebrar a tarefa em passos.
  3. Agir: editar arquivos e executar comandos de shell.
  4. Verificar e se corrigir: testar o resultado e, se falhar, ajustar sozinho (self-healing).

Frase para guardar: o agente é um modelo num laço com ferramentas: coleta contexto, planeja, age e verifica, até a tarefa ficar pronta.

Em 1 minuto

  • Agente × assistente de completar código: o agente age com autonomia (lê, edita, executa, verifica) em várias etapas; o autocompletar sugere o próximo trecho enquanto você digita.
  • Interfaces: no terminal (CLI, como o Claude Code e o Antigravity CLI citados no edital) ou integrado à IDE. Os de terminal também rodam em automações, como pipelines de CI.
  • Contexto do projeto: arquivos de instrução no repositório (como CLAUDE.md ou AGENTS.md) com regras, comandos e convenções, lidos pelo agente.
  • Controles: permissões por tipo de ação, aprovação humana para comandos de risco, ambiente isolado (sandbox ou container) e controle de versão como rede de segurança.
  • Verificação: testes, compilação, verificação de tipos e linters são o “juiz” que diz ao agente se ele acertou.

Exemplo concreto: corrigir um bug no portal

Pedido ao agente: “a certidão está saindo com a data errada; corrija”.

Etapa do ciclo O que o agente faz Ferramenta
Coleta de contexto Lê as instruções do projeto, procura “certidao” no código, abre o gerador do PDF e o teste existente Busca em arquivos, leitura
Planejamento Hipótese: a data usa o fuso UTC em vez do local. Plano: escrever um teste que reproduz o erro, corrigir e rodar a suíte Lista de tarefas; em casos sensíveis, um plano para a pessoa aprovar antes
Execução Cria o teste (que falha), altera a função de data Edição de arquivos
Verificação Roda os testes: um teste antigo quebrou Comando de shell (npm test)
Autocorreção Lê a mensagem de erro, percebe que o teste antigo dependia do comportamento errado, ajusta e roda tudo de novo até passar Leitura da saída, nova edição, novo teste
Entrega Resume o que mudou e por quê; a pessoa revisa o diff antes de integrar Controle de versão (pull request)

Repare em duas coisas: o agente verifica com evidência (o teste), não com a própria opinião; e a última palavra é humana.

Comparação: níveis de autonomia

Autocompletar Chat assistente Agente de codificação
Iniciativa Sugere o próximo trecho Responde a perguntas Executa tarefas de várias etapas
Acesso ao projeto O arquivo aberto O que você cola Lê o repositório inteiro e busca o que precisa
Executa comandos Não Não Sim, sob permissão
Verifica o próprio trabalho Não Não Sim (testes, compilação) e se corrige
Risco principal Sugestão errada aceita sem ler Resposta inventada Ação indevida no ambiente; mudança grande sem revisão

Como manter o agente sob controle

  • Permissões: ler pode ser livre; editar e executar comandos pedem aprovação, ou ficam liberados só dentro de regras.
  • Isolamento: rodar o agente num container ou numa máquina descartável, sem segredos de produção.
  • Menor privilégio: credenciais só de leitura quando bastar; nada de acesso direto a produção.
  • Pontos de controle: trabalhar num ramo (branch) separado; desfazer é simples com o controle de versão.
  • Limite de tentativas: a autocorreção precisa de um teto, senão o agente pode girar em falso ou “consertar” o teste em vez do código.
  • Revisão humana: a mudança só entra depois de alguém ler o diff, como em qualquer pull request.

Como a FCC cobra

As etapas do ciclo agentivo, na ordem do edital (contexto, planejamento, execução, verificação e autocorreção), e o que diferencia um agente de um assistente de completar código.

  • Ordem e conteúdo das etapas do ciclo.
  • O que é autocorreção (self-healing) e do que ela depende (testes, mensagens de erro).
  • Agentes de terminal × integrados à IDE.
  • Controles: permissões, sandbox, revisão humana.

Pegadinhas

  • “O agente dispensa testes, pois verifica o código pela própria compreensão.” Falso: a verificação confiável é por evidência executável (testes, compilação).
  • “Autocorreção garante que o código está certo.” Falso: garante que passou nas verificações existentes; se os testes forem fracos, o erro passa.
  • “Agentes de terminal não podem ser usados em automação.” Falso: por rodarem na linha de comando, entram bem em scripts e pipelines.
  • “Dar acesso irrestrito ao shell acelera o trabalho sem riscos.” Falso: o agente pode executar comandos destrutivos; use permissões e isolamento.
  • “O agente começa editando para ganhar tempo.” Falso: primeiro vem a coleta de contexto.

Explique com suas palavras

Explique a um colega que nunca usou um agente de codificação as quatro etapas do ciclo agentivo, com o exemplo de um bug que você inventar, e diga onde entra a pessoa.

  1. Escreva sem olhar a lição, com frases curtas e um exemplo seu.
  2. Onde travar ou precisar de jargão, há uma lacuna: releia só essa parte.
  3. Compare com a explicação-modelo e reescreva o que faltou.

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Comparar com uma explicação-modelo

Primeiro o agente entende o terreno: lê as instruções do projeto, procura no código onde está o problema e abre os arquivos envolvidos. Depois planeja: “vou reproduzir o bug com um teste, corrigir e rodar todos os testes”. Então age: escreve o teste e altera o código. Por fim, verifica: roda os testes; se algum falhar, lê o erro, corrige e roda de novo, até passar.

A pessoa entra em dois pontos: define o que o agente pode fazer sem perguntar (por exemplo, rodar testes sim, apagar arquivos não) e revisa o resultado antes de ele ir para o sistema de verdade.

Teste-se

Eng. de Software com IA e agentes · Ciclo agentivo · Inédita, estilo FCC

Questão 1 de 3

Considerando o ciclo agentivo de desenvolvimento descrito no edital, a sequência típica de atuação de um agente de codificação diante de uma tarefa é:

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Eng. de Software com IA e agentes · Ciclo agentivo · Inédita, estilo FCC

Questão 2 de 3

Após alterar o código, um agente de codificação executou a suíte de testes, leu a mensagem de falha de um deles, ajustou a implementação e executou os testes novamente até que todos passassem. Esse comportamento corresponde ao mecanismo de

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Eng. de Software com IA e agentes · Ciclo agentivo · Inédita, estilo FCC

Questão 3 de 3

A equipe de TI vai adotar um agente de codificação capaz de executar comandos de shell no repositório do portal. Constitui medida adequada de controle

Alternativas

A–E escolhem, Enter confirma. Botão direito ou Shift + letra risca.

Toque longo numa alternativa para riscá-la.

Mais duas questões deste tópico estão em Questões.

Flashcards gerados

FrenteVerso
O que é um agente de codificação? Um modelo de linguagem num laço, com ferramentas para ler, editar e executar, que age até concluir a tarefa.
Por que limitar as tentativas de autocorreção? Para o agente não girar em falso nem “consertar” o teste em vez do código.
Agente de terminal × integrado à IDE Os dois agem no projeto; o de terminal também roda em scripts e pipelines; o da IDE fica junto ao editor.
Onde entra a pessoa no ciclo agentivo? Define as permissões, aprova ações de risco e planos sensíveis e revisa o resultado antes de integrar.
Rede de segurança do agente Trabalhar num branch separado, com controle de versão, para desfazer qualquer mudança.

Ligação com o estudo de caso

O guia aposta num caso sobre agentes de IA no desenvolvimento do Tribunal. Responda pelo ciclo: contexto controlado (instruções do projeto, sem dados de produção), planejamento aprovado em tarefas sensíveis, execução com permissões mínimas em ambiente isolado, verificação por testes no pipeline e revisão humana obrigatória no pull request, observando a resolução do TCE-GO sobre uso de IA (RA nº 24/2024).

Fontes da lição

Claude explica

Tire dúvidas sobre este tema no Claude: o site copia o pedido com a lição e abre uma conversa nova, na sua conta. Confira na fonte qualquer fato de lei ou de norma.

Pratique fora do site

Faça questões da FCC sobre este tópico no QConcursos ou no Gran e registre aqui quantas fez: elas contam na meta da semana e no status do tópico.

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